quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A Profissão De Treinador

Olá salonistas!
Neste artigo, irei comentar sobre um assunto que abrange todos os esportes, principalmente os coletivos. Você já pensou em como é difícil a vida de um treinador, seja ele alto rendimento ou amador? Não? Então, vamos lá...

Podemos analisar alguns estilos de treinadores, há aqueles que são mais calmos, que neste artigo irei denominar de “Paizão”, eles optam por passar seu conhecimento e ideias de uma forma tranquila, mais explicada e detalhada. Para corrigir os erros da equipe, sejam eles individuais ou coletivos, procuram dialogar de forma calma e serena. Na sua visão, o atleta não é uma máquina, e sim um ser humano passível de erros, e as falhas fazem parte de qualquer processo de aprendizagem.

Há os treinadores que irei chamar de “Durões”, que são o oposto do tipo “Paizão”. Eles tem como características serem pessoas convictas de suas ideias, querem sempre buscar a perfeição dos atletas, e com atitudes como berros e chingamentos procuram impor suas ideologias. Imaginam que em todos os jogos sairão vencedores, e quando acontece o contrário procuram um culpado: jogadores, árbitros, condições do ambiente, todos tem uma parcela de culpa na derrota, exceto eles.

Notamos que há uma grande parte dos técnicos que buscam ser inovadores no seu modo de comandar a equipe, são aqueles do tipo “Criativos”. Buscam ideias de jogos e técnicas de treinamento completamente diferentes das habituais. Procuram sempre uma referência para se espelhar, porém a mesclam com as suas características pessoais. Eles partem da ideia de que fazer o óbvio seria o mínimo para a sua atuação e não agregaria conceitos e alternativas diferentes ao esporte. Podemos concluir que este estilo de treinador não vem querendo ganhar fama no meio esportivo, mas sim ser reconhecido. Tem como princípio que o caminho para levar sua equipe ao sucesso será longo e árduo, mas ao chegar ao topo será referência a todos os outros treinadores e terá o seu estilo de liderar como um exemplo para os demais.

Temos uma parcela dos treinadores, que são do tipo “Obsessivos”. Eles tem como princípio que o esporte antes de tudo, é um jogo e que o mais importante é vencer. Estes não procuram ter um grande conhecimento tático ou conhecimentos de como liderar a sua equipe. Eles almejam ter em seu elenco os melhores atletas, pois pensam que com um elenco de estrelas será impossível perder. Não buscam inovar no esporte, fazem o simples ou buscam imitar o que vem dando certo em outras equipes. Acreditam que o diferencial será o talento individual de seus jogadores e o que vale é ser campeão, qualquer outro resultado será considerado um fracasso.

Seja qual for seu estilo de comandar uma equipe, tenha sempre em mente que é essencial para um bom treinador ter uma ótima comunicação com seu plantel, deixar sempre bem claro suas ideias e convicções. Instruir aos atletas não fazerem apenas o que se pede, mas acreditar que este é o melhor modo de fazer e alcançar o sucesso. O comandante precisa entender que está num ambiente diversificado e que cada ser humano terá um ritmo e um perfil diferentes, às vezes não é necessário impor seu ritmo a tudo, e sim procurar encaixar-se naturalmente no ambiente em que encontra.

Para finalizar, gostaria de deixar duas frases para reflexão:

“A habilidade de ensinar bem é um talento como qualquer outro: parece algo mágico, quando na verdade é uma combinação de habilidades.” (Daniel Coyle - Autor do livro O Código Do Talento).

"Liderar não é mandar, é guiar." (José Mourinho)


                                                                                               Um abraço e até a próxima!
                                                                                                        EDUARDO SILVA

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Goleiro Linha

Olá salonista!
 Neste artigo, irei falar de um assunto muito discutido no futsal, o goleiro linha. Como você considera esta situação, benefício ou risco? Jogo normal ou anti-jogo?

Desde que o futebol de salão foi criado em 1934 (Montevidéu – Uruguai), e em 1935 trazido para o Brasil pelos professores João Lotufo e Asdrubal Monteiro, houveram várias mudanças nas regras de jogo, todas com o intuito de trazer mais dinâmica para as partidas. Atualmente, para a jogada de goleiro linha temos a seguinte regra: o goleiro só pode tocar na bola na sua quadra de defesa uma vez contando com a reposição do arremesso de meta. Para sua participação novamente, ele precisa que a bola toque no adversário ou o mesmo receba o passe na quadra de ataque.

Sobretudo, com a criatividade e a capacidade de nossos treinadores e jogadores foram criados inúmeros movimentos de ataque e defesa para este momento da partida.  Neste artigo irei citar 2 sistemas ofensivos e 2 defensivos, resaltando que existem muitas outras formas de atacar e defender. As variações irão ao encontro da sua ideia de jogo e de como os seus atletas melhor se adaptarem ao sistema.

1x2x2 ou 3x2: forma de atacar mais comum no goleiro linha. Um jogador fica fixado no centro da quadra com dois alas formando a segunda linha e mais dois adiantados formando a terceira. Para este tipo de esquema muitos treinadores utilizam jogadores destros na ala esquerda e canhotos na direita com a intenção de ter uma troca de passes mais consistente onde a diagonal possa ser sempre utilizada e o passe longo ao jogadores da terceira linha seja a melhor opção, com o intuito de formar uma superioridade numérica na área adversária.

2x3: dois atletas compõem a primeira linha e três a segunda. Nesse tipo de ação ofensiva, as linhas ficam mais compactas com a intenção de ludibriar a defesa com a troca de passes de curta distância, podendo invadir a defesa adversária em uma rápida tabela ou ter a possibilidade de finalização no centro da quadra, com a marcação confusa pelos giros de toques do ataque. 

LOSANGO 1x2x1: uma das marcações mais utilizadas nesse esquema é posicionar um atleta na última linha que fará o papel de um parablisa de carro, ou seja, ele deverá acompanhar o movimento da bola. Se ela estiver no lado esquerdo, ele deverá fazer a cobertura da segunda linha no mesmo lado, bola do lado direito o movimento é o mesmo. A maior virtude deste jogador deverá ser a velocidade de recomposição, os dois jogadores da linha a frente tem o papel de marcar sua ala procurando sempre fechar o passe na diagonal. O jogador da primeira linha deverá impedir que a bola se inverta de uma ala a outra, protegendo sua equipe contra os giros rápidos do ataque e quando possível dobrar a marcação na ala.

QUADRANTE 2X2: dois jogadores postados na primeira linha e dois jogadores na segunda. Para esse tipo de formação, precisa-se de jogadores rápidos na primeira linha, pois é quase certo que os mesmos terão que fazer a marcação em dois jogadores, sempre evitando dar o bote e procurando flutuar sobre as linhas de ataque, obrigando-os a forçar o passe e consequentemente o erro. 

A seguir vou apresentar o vídeo da equipe do Kairat do Cazaquistão, treinada pelo brasileiro Cacau onde ele utiliza seu goleiro Higuita (também brasileiro) em uma forte jogada de goleiro linha.

 

Para exercer a função de goleiro linha, é necessário que o jogador tenha poder de decisão, uma leitura de jogo diferenciada e tranquilidade nas suas ações, pois quando a jogada for colocada em prática, ela poderá alterar o andamento da partida.

“Normalmente em uma partida de futsal teremos que atacar com goleiro linha ou defender-se. Os nossos jogadores precisam estar preparados para este momento.” (Eduardo Silva)




terça-feira, 2 de agosto de 2016

Sistemas Ofensivos


Olá amantes do futsal!
Neste artigo irei tratar sobre a importância do sistema ofensivo. Você já pensou como e de que maneira sua equipe deve buscar fazer gols em uma partida de futsal? Não? Então vamos lá...

“Atacar não é só uma questão de gosto ou preferência, atacar é uma questão de organização e princípio.” (Marquinhos Xavier)

Desde que o futsal surgiu como esporte, a forma mais clássica de ataque foi a formação 3x1, onde um jogador da equipe chamado de pivô fica localizado na quadra adversária servindo de parede para receber e proteger a bola, esperando a compactação dos outros jogadores e podendo dar assistência aos mesmos, ou dependendo do momento da partida e de sua agilidade se deslocar da marcação e efetuar a finalização. O pivô no futsal seria a mesma coisa que o centroavante no futebol. Dentro desse sistema, algumas equipes buscam a variação para o 2x2 ou seja, atuam com dois pivôs confundindo a marcação adversária, podendo ter um pivô fixado no centro da quadra e outro flutuando pelas alas, dependendo da mobilidade de seus atletas podem estes se revezarem no posicionamento de ala/pivô dificultando ainda mais o raciocínio adversário. Outro esquema ainda mais audacioso seria o 1x3, onde os alas atuam junto com o pivô no ataque buscando uma melhor triangulação e finalização rápida. Entretanto, este esquema precisa de jogadores rápidos que façam uma eficiente transição defesa/ataque, ataque/defesa.

Na falta de atletas com este perfil, a grande maioria das equipes optam pelo sistema 4x0, isto é, se revezam entre ter dois fixos e dois alas, ou um fixo e três alas. Nesse sistema é primordial ter jogadores com muita velocidade, pois é eminente que por não ter nenhum atleta na quadra adversária sua equipe irá sofrer uma marcação pressão. Nesse momento entra em ação os deslocamentos e rodízios que estes jogadores terão que efetuar, procurando inibir e confundir o adversário. A ideia central deste esquema é não ter um posicionamento fixo e sempre buscar uma alta rotação em quadra.
 

 
Independentemente do esquema utilizado, você irá se perguntar de que maneira sua equipe está atacando ou deve executar o ataque. Dentro dessa expectativa e confirmação, você poderá observar que a forma de ataque irá se incluir em um dos três tipos que irei citar abaixo:

°Ataque Posicionado: quando sua equipe busca sempre ter a posse de bola e o controle do jogo, com rodízios e várias movimentações no ataque, acompanhados de uma troca de passes contínua, buscando o melhor momento para a finalização. Este sistema de ataque é bastante visto contra defesas que jogam na marcação meia quadra.

° Ataque Rápido: esquema utilizado quando sua equipe não visa ter a posse de bola. A intenção é ter uma curta troca de passes e deslocamentos simples. A finalização na sua maioria das vezes é de média ou longa distância. Esse sistema pode ser utilizado em muitas circunstâncias, entre elas quando na sua observação o adversário tem mais qualidade técnica ou a marcação da equipe contrária é muito forte e seria um risco ter a posse de bola.

° Contra ataque: esta ação é derivada da retomada de bola defensiva, representando uma ação ofensiva de superioridade numérica. Deve ser realizada com a máxima velocidade e precisão, visualizando a percepção do espaço visual a ser explorado.

“Quando atacamos é importante defender, quando defendemos é importante saber como atacar. O futebol/futsal é atacar e defender.” (Pep Guardiola)



                                                                                             Obrigado pela atenção.
                                                                                                                  Abraços.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Sistemas Defensivos

                             

                         

Olá amantes do futsal hoje neste artigo venho falar de um assunto muito importante podemos dizer que é o alicerce de uma equipe de futsal a DEFESA você já se pensou como seu setor defensivo deve se postar numa partida de futsal ??  Bom vamos analisar
No futsal podemos observar três sistemas defensivos que dominam em uma partida são ele: Marcação por Zona, Individual e Mista.
 
Marcação por Zona: Consiste em atribuir a cada jogador da equipe uma zona definida a defender. O jogador se preocupa com o adversário apenas quando este adentrar o seu setor na marcação por zona a preocupação é com a bola, se posicionando e realizando a estratégia de acordo com o local da quadra que a bola está posicionada.
A marcação zonal é utilizada geralmente por equipes que marcam atrás do meio da quadra isto porque os jogadores estão próximos uns dos outros, o que facilita a cobertura e dificulta o ataque.
Na marcação por zona podemos definir alguns sistemas táticos que encaixam neste tipo de defesa. Quadrado: Os jogadores se posicionam em 2x2, ficando cada jogador, incumbido de exercer a marcação na sua zona. Losango: Os jogadores utilizam do posicionamento da tática 1x2x1 para evitar o ataque adversário. Posicionamento em Y: proporciona maior compactação durante a tentativa de desarme tendo em sua formação a variação do 1x1x2 para o 2x1x1.

Individual: Tem sempre como referencia o jogador adversário, não se preocupando diretamente com a bola, logo terá que acompanha ló por onde este se movimentar. Pode-se marcar individualmente com troca de marcação de acordo com as situações de jogo, e necessário que cada atleta individualmente tenha conhecimento dos princípios da marcação individual que são: Identificação, acompanhamento, aproximação e abordagem.
Na marcação individual não existe um esquema tático definido apenas a obrigação de acompanhar o jogador adversário porém existem algumas variações dentro da partida que o treinador pode utilizar. Pressão quadra inteira: neste tipo de marcação a equipe deverá pressionar o adversário por toda a quadra, procurando reduzir ao Maximo o espaço e o tempo de posse de bola do jogador, de forma que este não tenha tempo para escolher a melhor opção de passe. Pressão meia quadra: Está e realizada somente na quadra de defesa deixando que a equipe adversária evolua com a bola até o meio da quadra daí em diante a uma marcação intensa em busca da roubada da bola.
Meia pressão: É a estratégia de marcação mais utilizada para o desarme, é um tipo de marcação individual, mais também com a preocupação em interceptar possíveis passes, ou seja, não se pressiona o adversário que está sem a bola ficando sempre um jogador para fechar a linha de passe dando a cobertura ao jogador que realiza a pressão.

Marcação Mista: É a união dos dois sistemas de marcação zona e individual. È aplicada quando a equipe adversária tem um jogador que desequilibra a partida e organiza a equipe adversária. Desta forma, realiza-se marcação individual a esse jogador marcando o restante por zona.
 


Segundo MORATO 2004 podemos definir alguns pontos positivos e negativos nos dois sistemas:

                                   Pontos Positivos

                   Zona

  • Facilita a cobertura e a recepção do drible.   
  • Menor desgaste físico dos defensores   
  • Proporciona perigoso contra ataques   
  • Impossibilita as bola nas costas   
  • Fecha o meio da quadra    

               Individual

  • Diminui a opção de passes
  • Força o erro adversário
  • Maior desgaste físico dos adversários
  • Dificulta o chute de longa distância
  • Reduz o tempo de posse de bola do adversário.
  • Diminui o tempo de reação do adversário

   

                         Pontos Negativos

                 Zona    

  • Possibilita o chute de longa distância  
  • Aumenta o tempo de posse de bola do adversário  
  • Encobre parcialmente a visão do goleiro

               Individual

  • Grande desgaste físico dos defensores
  • Proporciona a movimentação do adversário
  • Abre o meio da quadra, facilitando lançamentos
  • Infiltrações e bolas nas costas
  • Há maiores possibilidades de vantagem numérica do adversário
  • Na ocorrência de um drible, dificultando a recuperação e a cobertura.     

Ressaltando que para a escolha de alguns desses sistemas defensivos devemos colocar algumas observações: tamanho da quadra, placar e tempo de jogo, sistema tático do adversário e o nível de habilidade dos jogadores adversário.




Obrigado Pela Atenção,
Abraços.
                                                                                                                                                   

segunda-feira, 11 de julho de 2016

As Três Caracteristicas de Um Jogador Vencedor



Neste texto irei abordar sobre as características que um jogador deve carregar consigo para atingir sucesso e prestígio dentro e fora das quadras. Não vou entrar em detalhes sobre o fenótipo dos jogadores, pois devemos levar em consideração a subjetividade de cada atleta. Mas há algumas habilidades que podem ser aperfeiçoadas, por exemplo: um jogador com chute potente tem a oportunidade de nos treinamentos poder desenvolver esse chute, deixando-o mais forte e com a direção certa ao gol adversário; no mesmo time podemos encontrar um jogador bastante habilidoso, mas com chute fraco. Nessas situações faz-se importante a presença do treinador, levando em consideração o desejo dele para a formação da sua equipe: como ele almeja encaixar todas essas peças? Cada uma com a sua singularidade, seus talentos e habilidades, e assim, montar o seu quebra cabeça. Mas também, é importante ressaltar que todos jogadores precisam ter algumas características comportamentais (que irei citar abaixo) para formar um bom elenco.

Vamos analisar?

  • Concentração: É um dos fatores mais importantes na performance do atleta. Sabemos o quanto o futsal exige uma atenção redobrada, pois é um esporte de movimentos rápidos em um curto espaço temporal, por isso qualquer distração pode afetar o rendimento do atleta e comprometer a equipe.

O barulho da torcida pode vir a interferir na performance de um jogador mal preparado psicologicamente. Sentir a pressão de uma torcida local cobrando melhores resultados ou a torcida adversária amedrontando, somado a problemas pessoais, podem deixar o atleta num alto nível de estresse, sem paciência com os companheiros e cobrando uma atuação perfeita, sem erros, e assim, deixando o jogo um ambiente nervoso e conturbado. As provocações dos jogadores adversários também são algumas das barreiras impostas à concentração plena do jogador.

O ideal para um atleta manter a concentração seria o mesmo assimilar a filosofia da sua equipe, ter a disciplina como base para tudo, entender com clareza os pedidos do treinador e tentar executa-los da melhor forma possível. Além de ter noção que o futsal é um esporte realizado em um ambiente aberto e que tudo pode acontecer, tanto a provocação da torcida, como a dos jogadores adversários, e por isso, tentar deixar os problemas particulares em casa e focar apenas nos problemas impostos pelo rival na partida. Como conseguir dribla-los?

E o principal, evitar cobrar seus colegas de equipe, e sim enaltecê-los sobre o que está sendo feito e procurar ajudar nas dificuldades, para que todos juntos tenham um melhor rendimento. Em um esporte coletivo, ninguém ganha nada sozinho.
  • Inteligência Tática: Analisando as raízes biológicas da inteligência, descobriu-se que ela é produto de uma operação cerebral e permite à pessoa resolver problemas e até mesmo criar produtos que de alguma forma, venham a ter valor para a cultura da humanidade. Dessa forma a inteligência retira os seres humanos, de problemas, sugerindo opções que, em última forma, levam a escolha da melhor opção para a solução de um problema gerado (ROSA NETO; TREMEA, TKAC, 2003).

Trazendo esse conceito de alguns filósofos para o futsal, podemos destacar a palavra-chave: “resolver problemas”. Ou seja, um atleta que possui uma inteligência tática avançada, tem a capacidade de ter soluções para estes problemas com ações armazenadas nos treinos ou adquiridas ao longo de sua carreira. Exemplo: Ao iniciar a partida, um jogador que possui a inteligência tática, logo identifica o perfil dos adversários e faz uma breve memorização de quais são os seus atletas mais habilidosos, quais possuem um chute forte e quais os de melhores marcação e quais são os mais fracos tecnicamente que podem ser explorados. Revisando tudo aquilo que foi captado anteriormente junto com seu treinador, o mesmo terá reações rápidas para suas ações em quadra. Um jogador que possui uma inteligência tática avançada, como mostra os exemplos citados, sempre estará um passo à frente daquele que não possui uma visão periférica da partida, ou daquele jogador robô que faz tudo aquilo que seu técnico manda, sem ter autonomia para executar nenhuma jogada.

Certa vez, ouvi em um palestra de futsal que o jogador tem que ter noção tática para jogar, mas nem sempre precisa ficar preso as ordens do treinador como um boneco de marionete, faça do seu jeito, mas faça dar certo.
  • Vontade: Eita, chegamos na palavrinha mais importante em nossas vidas, a VONTADE. O que seria de nós sem ela para vencer na vida e lutar por nossos objetivos? O que seria de um jogador de futsal sem.....?  Entrar em quadra correr, chutar, marcar, reclamar, ter total concentração na partida, muita inteligência tática, mas na hora H, cadê a tal da vontade?

Considero está a principal virtude de um atleta, pois a mesma está interligada com todas funções e ações do jogador, seja em jogos ou treinos, o atleta precisa demonstrar vontade de aprender, evoluir, compartilhar emoções. Se ganhar, sorrir e se perder mostrar-se não satisfeito com o resultado, e aguarda ansioso a próxima partida para vencer. Tendo esta vontade destacada, tenho certeza que ele ganhará a admiração de todos ao seu redor, como os companheiros, torcida, comissão técnica e ambos terão a certeza que por mais que o caminho seja árduo para este jogador, nunca lhe faltará vontade de vencer e se superar-se cada dia mais.

“A força de vontade deve ser mais forte do que a habilidade.” (Muhammad Ali)

Agradeço a todos pela atenção.

Abraço.

Apresentação



 

Sou o Edvan Eduardo da Silva, opto por usar apenas o “EDUARDO SILVA” na minha profissão de treinador. Me formei no curso de Licenciatura em Educação Física na UNISA no final do ano passado, e atualmente estou cursando Bacharelado na mesma instituição.

Comecei minha caminhada no extra amador em 2006, com a minha equipe Real Garotos Futsal. Após alguns anos encerrei as atividades por problemas particulares e fui integrar a equipe do Inter Jd. Macedônia, onde permaneci até 2015.

A convite do diretor Ricardo Araújo (Alemão) tive a honra de iniciar 2016 integrando a comissão técnica do Paraisópolis Futsal.

Quando recebi o convite, analisei com grande interesse e carinho a proposta, pois já vinha acompanhando de longa data a trajetória desta equipe no extra de SP, e não tive dúvidas que este seria um salto em minha carreira. Transmitir o meu conhecimento neste esporte ao uma nova agremiação, e é claro, sempre buscando agregar e aprender novos conceitos seria uma oportunidade de ser coerente com o que eu acredito. Penso que nós, seres humanos, vivemos em constante evolução, buscando novos desafios, conhecer novas pessoas, novos lugares e aprender novas culturas e costumes.

É com grande alegria que apresento a  vocês este espaço reservado a todos salonistas para falar de futsal em geral, análise de equipes, jogos, competições, métodos de treinos e teorias que  servem de acervo para nós.

Abraço.